terça-feira, 8 de junho de 2021

Manoel Bomfim e a América Latina - A dialética entre o passado e o presente - José Vieira da Cruz & Antonio Bittencourt Jr.

Manoel Bomfim e a América Latina - A dialética entre o passado e o presente

Organizadores: José Vieira da Cruz & Antonio Bittencourt Jr.

R$ 10,00

Descrição

Manoel Bomfim tem sido reiteradamente caracterizado como autor esquecido, original, pioneiro, injustiçado.

É
possível que o esquecimento e a injustiça se destaquem nessa memória e deixem a originalidade e pioneirismo para trás.

Neste sentido a realização de um seminário
comemorativo aos cem anos de sua obra principal A América Latina - males de origem e a publicação do presente volume, verdadeiro companion sobre nosso autor, reunindo a produção analítica apresentada naquela ocasião, são indícios de que existe muito mais coisa em jogo...

É chegada a hora, portanto, de enfatizarmos a importância intrínseca dessa obra, colocá-la no mesmo nível que seus contemporâneos ilustres e mais ou menos presos aos modelos explicativos de cunho racial - o desafeto Sylvio Romero, o brilhante estilista Euclides da Cunha; e identificar seus companheiros do contra - o ensaísta Alberto Torres e o ficcionista Lima Barreto, dentre outros.

Bomfim, Cunha, Romero e Torres, mais outros, inauguraram as Ciências Sociais entre nós, numa época em que elas nasciam simultaneamente noutras partes do mundo e não tinham vida institucional autônoma no ensino superior brasileiro - que sequer dispunha de universidades formais...

Retomar a leitura de Manoel Bomfim, hoje, é mais que pretender "reabilitá-lo".

releitura também não se confunde com repetição do que ele pensou e fez.

É preciso dizer, em alto e bom som, que estamos diante de um autor importante: pela ousadia interpretativa, pela coragem desafiadora, pela originalidade.

Valorizá-lo é um reconhecimento e ao mesmo tempo uma oportunidade de destacar esse espírito de combate nas produções que fazemos e faremos.

O presente livro e o Seminário que o antecedeu são grandes passos nessa revalorização.

E grandes passos na direção de nos encararmos como outros portadores de alguns dos impulsos reflexivos que tanto marcaram Manoel Bomfim.

Prof. Dr. Marcos Silva/USP

Um problema observado por todos os admiradores de Manoel Bomfim é o referente ao seu pequeno reconhecimento.

Realmente, num momento em que a tendência dominante no pais era explicar os problemas nacionais pelo viés da inferioridade da raça, obstruindo a compreensão da realidade social, Manoel Bomfim deslocou o foco da argumentação para a via da formação histórico-social da sociedade brasileira.

Essa abordagem que marca sua primeira obra de 1905, persiste em seus livros subsequentes, interpretando a evolução histórica do Brasil com uma originalidade surpreendente.

Diante desse pioneirismo, é compreensível que os estudiosos da produção de Bomfim estranhem o fato de a repercussão de sua obra haver ficado muito aquém da de Sílvio Romero, Euclides da Cunha, Alberto Torres, entre outros seus contemporâneos pioneiros das ciências sociais.

Essa ocorrência torna-se mais implicante quando se sabe que alguns dos livros do autor de caráter didático com fundo moral continuaram obtendo grande aceitação nacional por décadas, enquanto que suas obras mais profundas de interpretação do Brasil eram pouco consideradas.

Como se explica isso?

Todos os autores falaram do caso e a maioria levantou hipóteses explicativas interessantes e fez comentários que servem de ajuda para quem se dedicar a analisar sistematicamente o tema pois, como se sabe, o grau de receptividade de uma obra depende de muitas variáveis.

A forma como as representações nascem e florescem está relacionada com tantos mecanismos estimulantes e inibidores que exige pesquisas e estudos próprios com o fim de oferecer melhor compreensão.

Esses pontos por nós indicados mostram a riqueza deste livro estimulante que aparece como convite para rever a obra desse eminente sergipano que passou a vida empenhado em repensar seu país e contribuir para a construção da cidadania de seu povo.

Ou seja, os textos desse seminário, além de tratarem de determinados assuntos com riqueza analítica, comentam uma variedade de aspectos, dão pistas de outros, divergem sobre alguns, sempre instigando a curiosidade do leitor sobre uma obra multifacetada (...).

Este livro ficará como um marco na fortuna crítica do ilustre pensador sergipano, não apenas pelo que revela sobre a importância do autor, mas também pelos problemas que coloca e pelos desafios que estabelece.

Com esta publicação, a versão sobre esquecimento da obra de Manoel Bomfim tende a ser relativizada.

Prof. MsC. Ibaté Dantas/ IHGSE

Características


Acabamento:       Brochura
Idioma:                Português
Editora:               Diário Oficial
País:                    Brasil
I.S.B.N.:              978 - 85.63318.01 - 5
Edição:                
Páginas:              276
Altura:                21 cm
Largura:             15 cm
Profundidade:    1,0 cm
Peso:                  0,250 kg
Ano:                  2010

https://www.saraiva.com.br/manoel-bomfim-e-a-america-latina-a-dialetica-entre-o-passado-e-o-presente-4069331/p

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